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Sonhos do absurdo - O processo

  • Foto do escritor: Caco Cia
    Caco Cia
  • 25 de set. de 2024
  • 2 min de leitura

O processo de montagem do espetáculo Sonhos do absurdo surge na vontade e necessidade do grupo de dar o ponta pé inicial pra uma montagem da companhia, com isso discutimos a possibilidade de montar um espetáculo com apenas dois atores e disso surge o primeiro desafio, encontrar um texto. O diretor da peça iniciou uma pesquisa afundo para encontrar um texto interessante, a cara do grupo e que conseguissemos o direito de montagem. Depois de muita pesquisas encontramos o texto, com doi personagens: Nadia e Nonato, do dramaturgo Jorge Raskolnikov, um texto que apresenta crises existencias, temas sobre filosofia e uma estrutura um tanto quanto complexa.

Demos inicio aos ensaios e montagem, no inicio com os atores Thabata Bueno e Jonas Albuquerque, naquela fase buscando juntos compreender o texto e o que ele dizia nas entrelinhas, e levantar algumas cenas. Durante o processo, Jonas precisou sair da montagem, momento qual convidamos o ator Samuel Montemor para dar continuidade no processo, e o que dizer do Samuel? Um estudante de teatro com uma inteligencia e uma capacidade impar, desde o inicio do seu processo apresentou ideias e propostas pra engrandecer o espetáculo; e nesse processo descobrimos que a personagem Nadia foi feita pra Thabata, e que a Thabata foi a escolha certa para estar nesse processo, focada e com o texto em dia em todo o processo, entregando o seu melhor pra ele.

Entramos na reta final, cenário ficando pronto, graças ao suporte incrivel do Produtor Beto Camargo, amigo pessoal do grupo e incentivador da nossa companhia que conseguiu a parceria para criar o cenário e adentramos nos ultimos ensaios, na quadra da escola municipal Jardim dos Estados, a noite, com a confiança da gestora Erika Torino que nos cedeu de bom grado o espaço para os ensaios. Neste momento, pude descobrir o quão cru ainda sou como diretor, obviamente, no meu primeiro processo de direção e começamos a mudar a visão do espetáculo aos olhares do então diretor Gabryel Assaf, que entrou com suas ideias e visões para engrandecer o processo, sem contar das ideias do Gabriel Bibs e do Jonas, e das propostas da Thabata e do Samuel.

Por fim, chegou a data da apresentação. Ela aconteceu, sem o diretor porque ele se acidentou (vulgo eu) e quebrou a perna indo pro teatro, mas o espetáculo nao pode parar, então os meninos deram continuidade e fizeram acontecer. Que orgulho.

Sonhos é só o primeiro processo teatral dessa companhia, que vem com muito gás e vontade de fazer e acontecer.




Com carinho,

Weslley Madona.

 
 
 

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